VACINAÇÃO

Quem já não ouviu falar que o seu animal de estimação deve ser vacinado?
Mas será que você sabe quais são as vacinas e a sua importância?
Infelizmente, ainda é rotineiro na prática clínica, o veterinário deparar com situações lamentáveis de cães acometidos por doenças graves que poderiam ter sido evitadas através de simples atitudes. Sabemos que os proprietários desses animais também sofrem, mas nessa hora já é tarde demais para lamentar, restando apenas a expectativa de uma recuperação, o que muitas vezes pode acabar não acontecendo. Além disso, o custo do tratamento é sempre muito maior do que a prevenção.
Só o Médico Veterinário está apto a vacinar seu animal.

Cães
IDADE DO CÃO VACINA
45 dias (6 semanas) 1ª dose da Vacina Déctupla ou Óctupla
INTERVALO DE 21 dias
75 dias (9 semanas) 2ª dose da Vacina Déctupla ou Óctupla*
INTERVALO DE 21 dias
105 dias (12 semanas) 3ª dose da Vacina Déctupla ou Óctupla
4-5 Meses Vacina Anti-rábica***
Reforço Anual: As vacinas devem ser repetidas anualmente Uma dose da Déctupla ou Óctupla
Uma dose da Anti-rábica
VACINA CONTRA GIARDÍASE
60 dias (2 meses) 1ª dose da Vacina contra Giardíase
81 dias (2 meses e 21 dias) 2ª dose da Vacina contra Giardíase
VACINA CONTRA GRIPE CANINA
60dias (2 meses) 1ª dose da vacina contra Gripe canina
81 dias (2 meses e 21 dias) 2ª dose da vacina contra Gripe canina*

*Existe disponível no mercado atual, vacina contra Gripe Canina a qual seu esquema de vacinação consiste em apenas a aplicação de uma única dose anual.

Há alguns anos atrás, tínhamos disponíveis no mercado apenas as vacinas Tríplice e anti-rábica para cães. Com o advento de pesquisas e tecnologias avançadas na produção de produtos biológicos, hoje temos além de uma grande variedade de opções, vacinas mais seguras e eficientes. Portanto, com o intuito de reforçar e esclarecer todos os proprietários de cães sobre a importância da vacinação regular faremos aqui, uma breve explicação sobre as doenças que estas vacinas protegem e seus principais sintomas:

Cinomose: Uma doença viral altamente contagiosa e severa dos cães. Acomete todas as idades, no entanto a incidência é maior nos cãezinhos não-vacinados após a perda da imunidade materna (6 a 12 semanas de idade). A transmissão e o contágio ocorrem via contato direto com o animal doente ou com quaisquer secreções e excreções corporais deste. Os sinais clínicos mais comumente encontrados são: vômito, diarréia, secreção nasal e ocular, neurológicos como incoordenação motora, tiques nervosos, paralisias e convulsões, podendo levar o animal ao coma e até a morte.Alguns casos, não raros opta-se pelo sacrifício do animal doente, pois muitas das lesões causadas pela infecção são irreversíveis e causam muito sofrimento ao animal e também a sua família.

Parvovirose: É uma doença viral causadora de uma enterite aguda altamente contagiosa dos cães. Pode infectar cães de qualquer idade, mas a incidência da doença clínica ocorre mais freqüentemente em cães do desmame aos seis meses de idade. Determinadas raças parecem ter um risco maior de infecção por parvovírus e ser suscetíveis a forma mais severa da doença. Essas raças incluem rottweilers, dobermans e possivelmente os pit bull e labradores.O parvovírus causa anorexia(animal para de comer), prostração, febre, vômitos, diarréia líquida e bastante fétida que pode ser abundante e hemorrágica, desidratação rápida e progressiva podendo levar o animal ao óbito.

Coronavirose: A enterite coronoviral é uma doença contagiosa aguda dos cães de importância considerada relativamente menor.A maioria dos cães infectados permanecem assintomáticos, mas alguns manifestam início agudo de anorexia e depressão seguido de vômito e diarréia, sintomas facilmente confundidos com várias outras causas inespecíficas de diarréia suave e breve duração.

Leptospiroses: Esta doença provoca alto índice de mortalidade e é considerada uma zoonose (doença que os animais podem transmitir aos seres humanos). É causada por uma bactéria que apresenta várias linhagens patogênicas ou sorogrupos e a transmissão se dá pelo contato direto com o animal doente ou pela ingestão de alimentos, água e urina contaminados. Vários animais podem funcionar como reservatório da leptospirose sendo os ratos muito importantes no processo de transmissão. Sintomas mais comuns: hemorragia, icterícia, febre, inapetência, relutância em se mover (devido a dor muscular generalizada, uma dor renal ou meningite) vômitos e urina de coloração amarronzada, resultantes de insuficiência renal e/ou hepática aguda.
Obs: As vacinas V-10 e V-8 se diferenciam no que se refere ao número de antígenos de sorogrupos diferentes contra leptospirose presentes em sua fórmula.

Hepatite infecciosa: Doença causada pelo adenovírus canino do tipo1, observada em cães não-vacinados. Transmissão e contágio via contato direto com o animal doente e por secreções oronasais. Sintomas clínicos mais comumente encontrados: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal, sangramentos espontâneos, podendo levar também sintomas neurológicos (desorientação, convulsões) e lesões oculares ("olho azul da hepatite").

Doença respiratória: Causada pelos vírus da Parainfluenza canina e/ou Adenovírus tipo2. É uma afecção altamente contagiosa, transmitida por secreções nasais e pelo contato direto com animais doentes. Sintomas: coriza, tosse seca, engasgos, espirros, febre e inapetência.

Necessariamente para todo cão vacinado será feita uma Carteirinha de Vacinação emitida pelo veterinário responsável, na qual constará os dados completos do cão, do proprietário, da vacina utilizada (etiquetas adesivas), datas da vacinação e do próximo retorno e finalmente assinatura e carimbo do veterinário. Nenhuma vacinação deve ser feita antes de um exame clínico prévio do paciente. Além disso, para que uma vacinação seja bem sucedida, ela deve ser sempre orientada e programada por um veterinário.

Outra vacina essencial a ser aplicada é a anti-rábica, pois protege o animal contra Raiva. É uma doença transmitida por vírus e também é uma zoonose, transmissível do animal para o homem, é a mais importante causa de encefalite fatal no homem.

Apesar da raiva já ser bem conhecida e divulgada devido sua periculosidade, sempre é bom lembrar a importância da vacinação Anti-rábica anual. O Centro de Controle de Zoonoses todos os anos realiza gratuitamente vacinação Anti-rábica no mês de agosto. Sintomas dessa doença são variados, mas basicamente divididos em 3 fases: Fase Prodrõmica (2 a 3 Dias) - esta fase freqüentemente passa desapercebida, mas podem ocorrer sinais sutis de alteração de comportamental, febre, reflexos corneanos e palpebrais lentos e mastigação no local da mordedura.Fase Furiosa- início dos sinais de comportamento errático como irritabilidade, inquietação, agressão episódica,ataques violentos a objetos inanimados, podendo desenvolver ataxia, desorientação e ataques convulsivos.Fase Paralítica- desenvolvimento progressivo de paresia ou paralisia ascendente(freqüentemente afetando primeiro a extremidade mordida), paralisia faríngea e mastigatória (alteração no latido e dificuldade de respiratória e de deglutição, salivação), esses sinais são acompanhados por depressão, coma e morte a partir de paralisia respiratória.


VERMIFUGAÇÃO

A maioria das infecções parasitárias intestinais é assintomática (não apresentam sintomas clínicos). Um meio de contaminação muito importante e que normalmente é ignorado pela maior parte das pessoas é a transmissão dos vermes da mãe para os filhotes. Isso acontece ainda na fase em que o filhote se encontra no útero da mãe ou quando está sendo amamentando. Daí a importância de se vermifugar a mãe antes e durante a gestação.

Os cães também podem facilmente se contaminar quando passeiam em praças públicas, freqüentam parques ou qualquer outro local onde possam ter contato direto ou indireto com outros cães. Esta contaminação pode acontecer de várias formas, como por exemplo, através da ingestão das larvas ou ovos dos vermes que são encontrados nas fezes dos cães contaminados. Isto porque o cão tem o hábito de farejar muitas áreas, inclusive fezes de outros cães. Neste momento, minúsculos ovos ou larvas invisíveis a olho nu podem ser ingeridos pelo cão e dar início a um ciclo da verminose. Esses parasitos crescem no interior do organismo do animal, acarretando várias conseqüências à sua saúde, como por exemplo: diminuição do crescimento (observado em filhotes), emagrecimento, queda de pêlo ou pelagem sem brilho anemia, fraqueza, vômito, diarréia, aumento do volume abdominal, convulsões, podendo até levar o animal ao óbito.

Outra questão importante é que muitos desses parasitos são causadores de zoonoses endoparasitárias, ou seja, verminoses gastrintestinais em cães que podem ser transmitidas ao homem, configurando também como problemas à saúde pública. São exemplos: larva migrans visceral (LMV), larva migrans cutânea, ?bicho geográfico?, hidatidose cística, entre outras.

Os vermes mais comuns encontrados nos cães são Ancylostoma caninum (verme pequeno, cilíndrico); Toxacara canis (lombriga, semelhante ao macarrão), denominados vermes redondos, devido à sua forma, e o Dipilydium caninum (tênia do cão, semelhante a grãos de arroz) ? verme chato.Este último pode ser transmitido ao cão também pelas pulgas, pois um cão infestado acidentalmente acaba ingerindo a pulga infectada pelo parasita ao se coçar.

Por todos esses motivos, ressalta-se a importância da vermifugação periódica dos animais de companhia. A primeira administração de vermífugo deve ser realizada a partir dos 30dias de idade e, depois, deve ser repetida a cada 6 meses. A freqüência de vermifugação pode variar, dependendo do caso (grau de infestação, utilização só como prevenção), por isso é interessante sempre consultar o veterinário.


ALIMENTAÇÃO

Ofereça somente rações fabricadas por Empresas idôneas e renomadas. Cuidado com produtos desconhecidos e/ou muito baratos. Geralmente não são bons para seu animal de estimação. Prefira alimentos secos e semi-secos aos úmidos (latas) e semi-úmidos (rações "macias"). Os secos são melhores e mais completos nutricionalmente e ajudam na limpeza dos dentes e prevenção do tártaro.

Coloque o alimento somente na hora da alimentação do animal. Crie hábito de horários, evite deixar o alimento sempre à disposição. Principalmente os cães que ficam no quintal precisam seguir esse hábito, pois o alimento pode ser um atrativo a outros animais, como baratas, camundongos etc, que podem transmitir doenças . As latas abertas(alimento úmido) devem ser consumidas de preferência no mesmo dia, se não for possível guardar na geladeira (para deixar na geladeira transfira o conteúdo do produto para uma vasilha limpa com tampa, consumir até 2 dias, caso contrário descartar).

Prefira comprar embalagens fechadas a alimentos por quilo (à granel), pois muitas vezes esses produtos não são acondicionados corretamente podendo conter contaminações prejudiciais para seu cãozinho ou podem perder parte de seus componentes nutricionais. Além do mais, o pacote de ração quando lacrado é garantia que a ração não foi adulterada, não está vencida pois você pode conferir a data de fabricação e validade na embalagem.E mesmo assim , caso note algo diferente você ainda tem a opção de entrar em contato com o Serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do produto e fazer sua reclamação.

Além deste fator, a composição da ração é essencial para a boa saúde e desenvolvimento do seu cão. Nem sempre mudar para uma ração mais barata vale a pena. Quanto melhor a qualidade da ração, maior sua digestibilidade, ou seja, melhor absorvida pelo organismo ela será. Com isso seu animal ficará bem alimentado com uma quantidade menor de ração e consequentemente a quantidade de fezes produzidas também será menor.

Sempre que trocar a ração por outra de nova marca, misture gradativamente um pouco da nova ração com a que já estava sendo administrada, reduzindo concomitantemente esta última aos poucos até ficar somente com a ração desejada.Isso pode evitar aborrecimentos futuros, pois existem casos de animas que apresentam vômitos e diarréias devido a trocar abrupta da alimentação.

Divida as refeições em 2 vezes para animais adultos. No caso de filhotes, deve-se dividir de 3 a 4 vezes. Informe-se na embalagem do produto ou com o veterinário de seu animal sobre a quantidade diária recomendada para seu animal.

Não dê doces ou guloseimas (pipocas, chocolates,sorvetes, pizzas, cervejas, etc) para seu Pet. Neste caso forneça snacks ou petiscos próprios para animais (cães e gatos) e sempre forneça com moderação, afinal o alimento principal deve ser a base de ração. Prefira os funcionais (aqueles que previnem tártaro, melhoram o hálito ou diminuem o odor das fezes) do que os simples biscoitos sem funcionalidade.Jamais forneça comida caseira ou resto de comida. Por melhor preparada que seja a comida, ela nunca será tão balanceada e completa quanto a ração além de conter alto teor de sal e/ou gorduras.

Nunca dê ossos de galinha para seu cão, eles são perigosos, pois quando mastigados podem se quebrar formando pontas que machucam, perfuram ou até podem ficar presos em alguma parte do sistema digestivo de seu animal.

Não brinque ou agite seu animal após as refeições para evitar problemas de regurgitação e principalmente a torção de estômago (acomete mais predominantemente raças de cães grandes à gigantes), que constitui uma emergência clínica podendo na maioria das vezes necessitar de intervenção cirúrgica.

Sempre forneça água fresca e limpa.

Estas são apenas algumas dicas. Para maiores esclarecimentos converse com seu veterinário confiança.


CUIDADOS BÁSICOS

Banho simples: Para a higienização do filhote jovem (com menos de 40 dias), caso haja a necessidade, deve-se utilizar produtos específicos para higiene suave, como loções de limpeza que são aplicadas sem a necessidade de molhar o animal. Animais com mais de 40 dias, podem ser banhados em intervalos mensais ou quinzenais, com água morna corrente e xampus suaves indicados para filhotes. Tome cuidado ao lavar a região da cabeça durante o banho, pois pode entrar água nos ouvidos, então sempre utilize algodão para protegê-los(de preferências utilize algodão hidrofóbico, o mesmo utilizado para imobilização de fraturas, encontrado em cirúrgicas). Para a limpeza dos ouvidos, devem-se utilizar produtos otológicos específicos para esse fim. As unhas longas também devem ser aparadas, de preferência peça a um profissional para cortá-las. A secagem dos animais também é importante já que qualquer friagem pode causar estresse ao organismo, predispor ao aparecimento de infecções de pele e até deixá-lo doente. Para animais de pêlo longo, deve-se acostumá-los com a escovação da pelagem, esse ato, além de manter a pelagem bonita, permite que você perceba a presença de pulgas, carrapatos, lesões etc.

Banho medicamentoso: Vale lembrar esse tipo de procedimento envolve o uso de produtos que podem ser muitas vezes tóxicos para seu animal, por isso nunca dê banhos com inseticidas em cães menores de 6 meses de idade. Outro ponto importante é ressaltar que o ciclo de vida de pulgas e carrapatos também engloba o meio ambiente onde o animal vive, então para um controle mais eficiente contra esses parasitas torna-se indispensável a orientação de um médico veterinário , que indicará o tratamento mais indicado e seguro para cada situação.

Exercícios: A atividade física é fundamental para o desenvolvimento saudável de seu melhor amigo. Estimule seu cão a exercitar-se desde cedo. Mas conheça antes, alguns cuidados básicos que devem ser tomados para que os exercícios não causem danos ao filhote.

Dos dois aos quatro meses a atividade física do filhote deve se restringir às brincadeiras dentro de casa, pois ele ainda estará seguindo o programa de vacinação e nesse período ainda não tem a imunidade adequada. Consequentemente, seu cão não deve ser levado a praças, parques e jardins nem ter contato com outros cães que não estejam vacinados,lembrando-se que mesmo os vacinados podem oferecer riscos ao seu filhote, pois podem funcionar como uma ponte de ligação com as possíveis viroses encontradas na rua. Mesmo assim, nesta fase o filhote precisa ser estimulado através de jogos e brincadeiras para que ele se acostume com o ritmo de exercícios.
Acostume seu filhote a usar guia e coleira desde cedo. Comece com uma fita ao redor do pescoço para que ele não estranhe muito. Quando seu filhote terminar o esquema de vacinação recomendado, é hora de apresentá-lo às palavras mágicas: Vamos passear!
Ao exercitar o seu cão, considere também suas necessidades e estado físico atual. Passeios tranqüilos podem ser o melhor para um cão mais velho, enquanto que um cãozinho novo tem muita energia para um programa vigoroso de exercícios.

Se, por qualquer razão, você não tiver exercitado o seu cão regularmente e resolva iniciar um programa regular de exercícios, comece devagar, com breves períodos de atividade em ritmos vagarosos e aumente, gradualmente, o tempo, a velocidade e a distância do exercício.

Procure sempre fazer os exercícios no início da manhã ou no final da tarde, pois são os horários em que o sol e o chão já não estão mais tão quentes que possam ferir seu animal.

Evite exercitar o seu cão logo antes ou após ele ter sido alimentado. Um estômago cheio pode causar distúrbios digestivos. Dê-lhe apenas pequenas quantidades de água antes e logo após o exercício. Quando sair para andar com seu cão, treine-o a andar ao seu lado e assim você poderá controlá-lo para que ele não pule sobre as crianças ou adultos, amedrontando-os ou, possivelmente, ferindo-os.


DO ACASALAMENTO AO PARTO

De maneira geral, as cadelas alcançam a maturidade sexual por volta dos 6 a 8 meses de idade e a duração do cio também é variável podendo ir de 15 a 20 dias dependendo de cada raça e também cada indivíduo. O cio pode ser observado na cadela como inchaço da vulva, presença de um leve corrimento sanguinolento e a fêmea normalmente se lambe com freqüência. Do 9º ao 15º dia é quando ocorre a fase estral, período que a fêmea aceita o macho para cobertura, é o cio propriamente dito, o qual a cadela se torna receptiva às investidas do macho e o acasalamento pode ocorrer várias vezes. Normalmente é identificado pela parada ou apenas uma diminuição do sangramento. Ao término do cio a cadela passa a rejeitar o macho de várias formas, fugindo, agredindo-o ou tornando-se indiferente a presença dele.

É recomendado que a fêmea só acasale após o terceiro cio, pois nessa fase de idade ela já terá completado seu desenvolvimento físico e a gestação não lhe trará problemas de saúde. O macho, em contraste com a fêmea, atinge a maturidade entre os seis e oito meses de idade, sendo capaz de acasalar-se em qualquer época e durante o ano todo. O pênis do cão tem um alargamento bulbiforme em sua base e também apresenta um osso em seu interior, chamado osso peniano. Quando ocorre o acasalamento, a pressão no pênis causa uma ação reflexa que enche o alargamento bulbiforme de sangue, dilatando-o cerca de cinco vezes o seu tamanho normal quando introduzido na fêmea. Isso mantém e prende os dois animais unidos. Após a ejaculação, os animais permanecem presos por quinze a trinta minutos, dependendo do período de tempo que necessário para que o sangue seja drenado e o bulbo volte ao seu tamanho normal, neste período não é necessária a intervenção do homem, naturalmente os dois se soltarão.

A escolha do macho também é importante, de preferência ele deve ser mais velho, experiente (principalmente se for o primeiro acasalamento da fêmea) e menor do que a fêmea, para que os filhotes não sejam muito grandes e possam causar problemas na hora do parto.

A freqüência de acasalamento e gestação deve ser a menor possível. Uma fêmea que procrie em excesso gera filhotes fracos e com alta mortalidade e também pode comprometer sua própria saúde, já que uma gestação exigirá muito de seu organismo.

Antes do acasalamento, a fêmea deve ser levada a um veterinário, para que seu estado de saúde seja examinado e se for o caso colocar as vacinas e o esquema de vermifugação em dia.

A gestação nas cadelas dura em torno de 58 a 64 dias. A gestação pode ser confirmada por exame clínico e também se necessário a realização da ultra-sonografia, no qual mostrará além do número de fetos e suas posições no útero, permitindo o acompanhamento de seus desenvolvimentos.

Durante a gestação, devido à ação do hormônio progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a motilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções vária vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto.

Durante a gestação, devido à ação do hormônio progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a motilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções vária vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto.

As contrações uterinas podem ser acompanhadas por contrações da musculatura abdominal, e todo esse esforço visa empurrar os filhotes para o meio externo, através da vagina. A expulsão de cada filhote é precedida pela exteriorização da placenta, bolsa repleta de fluido de tonalidade castanha ou levemente esverdeada. Cada filhote é ligado à sua placenta pelo cordão umbilical.

Uma cadela experiente romperá os envoltórios que recobrem o filhote e o lamberá para limpá-lo. Em seguida, romperá o cordão umbilical e comerá a placenta. O parto de toda ninhada normalmente leva 6horas, podendo se estender por até 24horas e o intervalo entre nascimentos pode chegar de 2 a 3 horas sem complicações. Mas se por algum motivo você perceber que há algo não está indo bem, fique atento, alguns problemas podem ocorrer no momento do parto, como: falta de contração uterina e abdominal, pouca ou nenhuma dilatação do canal vaginal, filhote mal posicionado, filhotes muito grandes que não passam ou ficam presos no canal de nascimento. Nesses casos, é necessário procurar ajuda imediata de um profissional para que se possa avaliar qual a melhor providência a ser tomada. Há situações em que uma simples manipulação ou indução através de medicamentos é suficiente para a progressão do nascimento, porém em algumas ocasiões torna-se necessária a intervenção cirúrgica.


COMO DAR COMPRIMIDO AO SEU ANIMAL

Pode ser um desafio administrar medicamentos ao seu cachorro, mas pode ser necessário fazê-lo quando o seu Médico Veterinário os prescreve.

Como dar um comprimido a um cão.

  1. Segure cuidadosamente o focinho por cima, colocando seu polegar de um lado e os outros dedos do outro lado do focinho. Segure e aperte com firmeza logo atrás dos caninos (as "presas"). A boca do cão deve abrir.
  2. Com a mão livre segure o comprimido e ao mesmo tempo force o maxilar inferior para baixo. Com a boca do animal bem aberta, coloque o comprimido na parte mais posterior da língua, empurrando ainda um pouco mais com o seu dedo indicador.
  3. Feche e segure o focinho com cuidado enquanto o seu cão engole. Para estimular, você pode passar a mão na parte inferior do pescoço, com movimentos para baixo.
    • Oculte o comprimido na comida enlatada. Porém, deverá confirmar primeiro junto do seu Médico Veterinário se o poderá fazer.
    • Se todos os outros métodos falharem, pergunte ao seu Veterinário se a medicação se encontra disponível em líquido ou se é possível reduzir o comprimido a pó.

Seja um proprietário responsável:


Os Dez Mandamentos ARCA Brasil da
Posse Responsável de Cães e Gatos


Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.


Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.


Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida ? tamanho, peculiaridades, espaço físico.


Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.


Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.


Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.


Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.


Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.


Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).


Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações. http://www.arcabrasil.org.br/animais/caes_e_gatos/castracao.htm

FONTE: ARCA BRASIL
http://www.arcabrasil.org.br


Não se esqueça: cães e gatos são animais domésticos que dependem de nós para viver. Não são brinquedos descartáveis. É preciso cuidar do seu animal durante toda a sua vida e não abandoná-lo assim que surgirem os primeiros problemas. O abandono é crime, além de ser a pior coisa que poderia acontecer com um animal de estimação.


CUIDE DO SEU MELHOR AMIGO !!!

 
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